Thyresis

Fundei o Thyresis em 2006 com o atual guitarrista Danilo Rufino, meu irmão Andrei Targino (atualmente no Soturnus), e o ex-vocalista Josué de Queiroz. Quando nos reunimos pela primeira vez para discutir sobre o que gostaríamos de fazer, definimos logo de cara que seríamos uma banda de death metal melódico, e já saímos compondo as primeiras músicas do que viria a ser nosso primeiro álbum.

No final de 2007 tocamos nosso primeiro show, o Natal Brutal, em João Pessoa. Meu irmão já havia deixado a banda e entrado para o Soturnus, substituído por João Paulo Pachá (ex-Madness Factory, ex-Befamal, ex-Dissidium, ex-Rest In Disgrace) e recrutamos Demetrius Pedrosa (Metacrose) como baterista. Nessa época estávamos lançando nosso primeiro trabalho, uma demo de 5 faixas, chamada Journey Beyond Infinity. Foi grande coisa para nós, pois realizamos uma gravação totalmente caseira, sem muito conhecimento ou experiência, sem ajuda profissional, e acabou saindo bem interessante. Essa demo, junto com a primeira demo da minha outra banda, Wooden Bridge, foram meu ticket de entrada para o mundo do áudio e da produção; mesmo com pouco conhecimento e poucos equipamentos, vislumbrar as possibilidades do que poderíamos fazer dentro de um estúdio foi uma experiência bem impactante para mim.

Tocamos bastante em 2008, para uma banda nova, independente, com apenas uma demo nas costas. Alguns shows foram bastante memoráveis, tanto positivamente quanto negativamente. Concluí nesse meio do caminho que gostava de tocar em palcos pequenos, com o público colado na nossa cara, com aquela troca de energia intensa e honesta de um show underground.

Em 2009 tivemos uma baixa. Eu havia me mudado para Recife a fim de me formar em Produção Fonográfica, e João Paulo havia nos deixado. Sem muito tempo para focar em shows e viagens, optamos por gravar o disco como um trio e depois procurar um guitarrista para dar continuidade. Passamos um bom tempo preparando esse material, pois ele foi todo gravado no pouco tempo que eu tinha em João Pessoa – geralmente fins de semana -, e resolvemos dar um passo sério com relação à qualidade do produto final, contratando o incrível Jens Bogren para realizar a masterização. Apesar de ter apenas trocado e-mails com ele, foi muito esclarecedor para mim poder ouvir como a mixagem que entreguei a ele voltou. Como eu conhecia tudo que estava naquelas gravações até os mínimos detalhes, deu pra perceber muito bem o papel que ele desempenhou no resultado final; talvez mais para mim do que para outros. Pouco antes do lançamento, com tudo já gravado, Eduardo Borsero (Soturnus) se juntou a nós para o lançamento.

Em 2011 o álbum saiu. Confesso que esperava mais repercussão, mas também assumo a culpa de não ter trabalhado bem na publicidade do material. Aprendi muito com esse processo todo, e mesmo não tendo exatamente dado certo do ponto de vista comercial, deu certo em muitos outros aspectos pessoais e profissionais para mim.

De 2012 para cá não fizemos muita coisa. Demetrius voltou sua atenção à produção do primeiro disco da Metacrose – o qual também assinei como produtor -; Danilo e Eduardo estavam correndo atrás de suas carreiras profissionais; e eu passei a me dedicar quase que exclusivamente ao trabalho em estúdio.

Agora, em 2017, estamos em processo de reformulação de nossa musicalidade; tínhamos algo específico em mente quando começamos, mas ao longo dos anos vi essa idéia expandir e evoluir para algo bem diferente. Quando compusemos nossas primeiras músicas, eu tinha apenas 17 anos e uma visão limitada do que poderia fazer; hoje, meu gosto mudou, abri a cabeça para novos sons e novas maneiras de enxergar o mundo e a música. Mal posso esperar para entrar novamente em estúdio e vislumbrar, com aquela mesma ingenuidade de quem está começando algo do zero, todas as possibilidades do que podemos alcançar. E os palcos que nos aguardem.

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